O que é o SEO?

Em dezembro de 1997 a revista PC Magazine escreveu que o Google “tem uma capacidade incomum de retornar resultados extremamente relevantes” e o classificou como o principal site de buscas no “Top 100 Web Sites”.

De acordo com este post do Search Engine Land, também foi em 1997 que o termo SEO foi mencionado pela primeira vez, no livro Net Results, escrito por Bob Heyman, Leland Harden e Rick Bruner. Segundo eles, o termo surgiu em uma discussão sobre o posicionamento do site da banda Jefferson Starship em sites de busca.

A otimização de sites para mecanismos de buscas é feita para alcançar o usuário entregando a resposta que ele procura com o formato ideal

Ao incluírem mais palavras-chave com o nome da banda no conteúdo do site, notaram que o site voltou para a primeira posição. Com isso, Bob e Leland chamaram essa técnica de Search Engine Optimization.

Até a popularização do Google, as ações de SEO se limitavam ao envio do site aos buscadores e otimizações on-page, como a inclusão (e repetição) de palavras-chave no conteúdo.

Já com a popularização do Google os profissionais de SEO começaram a olhar mais para a métrica de links, muito importante para o buscador.

Com isso surgiram as estratégias de link building, explorando tanto técnicas legítimas para obtenção de links quanto práticas mais obscuras, focadas somente em melhorar a avaliação do site, independentemente da qualidade.

Essas técnicas de manipulação do ranking ficaram conhecidas como Black Hat SEO.

Foi em 2000 também que a Google Toolbar foi lançada para o Internet Explorer, que apresentava o Pagerank dos sites, de 0 a 10. Isso tornou as técnicas de link building mais mensuráveis e populares.

No mesmo ano, os resultados orgânicos do Google receberam companhia: o Google AdWords foi lançado, incluindo resultados patrocinados, que permanecem nos resultados de pesquisa até hoje.

Resultados do Google
Após anos de otimizações de sites, geração de links e muita manipulação do ranking com técnicas Black Hat, em 2003 foi lançada a primeira grande atualização do seu algoritmo, chamada de Florida, que mudou o SEO para sempre.

Segundo um artigo escrito na época por Gord Hotchkiss, o Florida era um filtro aplicado nas pesquisas com base comercial, identificadas pelo uso de palavras-chave específicas. Ele limpava muitos dos sites que anteriormente preenchiam o ranking (em vários testes, a ferramenta removeu 50 a 98% dos sites listados anteriormente).

O alvo eram sites afiliados, com domínios que continham palavras-chave e com uma rede de links apontando para a página inicial do site.

Quando lançada, a atualização gerou revolta nos comerciantes, que tinham como os sites afiliados sua principal fonte de tráfego (e vendas).

Apesar do impacto da atualização, os resultados foram positivos, com sites de mais qualidade sendo lançados, varejistas investindo mais no próprio site e melhorando os resultados da pesquisa.

Essa foi apenas a primeira atualização do Google. Nos anos seguintes novas atualizações foram lançadas, sempre com objetivo de diminuir os resultados ilegítimos apresentados pelo buscador e melhorar a qualidade das buscas.

Desde então, em cada atualização lançada pelo Google, também são lançadas várias especulações sobre a morte do SEO. Porém, a otimização de sites para os mecanismos de buscas vai muito além de técnicas questionáveis que visam manipular os resultados exibidos pelo Google, que são penalizadas e extintas com as atualizações.

A otimização de sites para mecanismos de buscas é feita para alcançar o usuário entregando a resposta que ele procura com o formato ideal, oferecendo a melhor experiência possível no ambiente da marca e seguindo as diretrizes dos buscadores.

O buscador mais popular do planeta é o Google, e é sobre ele o próximo capítulo.

Como o Google funciona
Já parou para pensar em tudo o que acontece entre você digitar a sua pesquisa e clicar nos resultados do Google?

O que acontece nesse período é o segredo do sucesso do gigante das buscas. A qualidade e a velocidade da sua classificação transformou a empresa no maior buscador do mundo, massacrando os concorrentes, mesmo com a participação somada.

Para se ter uma ideia, o domínio é tão grande que nos Estados Unidos existe a o verbo to google, que é usado em frases como “He googled you” (ele pesquisou você no Google).

Entenda a seguir melhor o trabalho que existe por trás das páginas de resultados mais acessadas do mundo.

Rastreamento, indexação e exibição de resultados
Esses são os 3 principais processos de retorno de pesquisa.

O rastreamento é o processo em que os robôs do Google (chamado de Googlebot) identificam as páginas para enviar ao índice do buscador. Para isso, os robôs usam os algoritmos para definir a priorização e a frequência de indexação das páginas.

O processo inicia com as URLs geradas a partir de processos anteriores de rastreamento e enriquecida com os sitemaps. Conforme visita as páginas, o Googlebot identifica links existentes e também inclui na lista de rastreamento. Novos sites, alterações e exclusões são detectados e atualizados durante o processo.

Em seguida ocorre a indexação, na qual o Googlebot processa cada uma das páginas rastreadas para incluí-las no seu índice. Aqui são indexadas informações como conteúdo da página, data da publicação, região da publicação, título, descrição e dados estruturados.

Assim, quando ocorre uma consulta, uma pesquisa de páginas correspondentes é feita no índice do Google, exibindo os resultados mais relevantes. E não é uma relevância baseada em achismos: ela é determinada por mais de 200 fatores de ranqueamento.

No processo de busca também existe o preenchimento automático do Google e o clássico “Você quis dizer…”, feitos para poupar tempo, corrigir erros e auxiliar na busca.

Algoritmo e atualizações
Mesmo que você nunca tenha trabalhado com SEO, provavelmente já ouviu falar do algoritmo do Google ou de redes sociais como Facebook e Instagram.

Esses algoritmos são responsáveis para filtrar o que é mais relevante para você e não simplesmente jogar todo o conteúdo disponível na página, sem nenhum critério de classificação.

O Google usa mais de 200 fatores de ranqueamento para definir a ordem das páginas apresentadas ao usuário para cada busca realizada.

Para melhorar cada vez mais as informações apresentadas ao usuário e sua relevância, esse algoritmo está em constante atualização.

 

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